terça-feira, 9 de agosto de 2016

NOS AZUIS DE AGOSTO (Saúdo a vida de Madsa e Thiago, meus irmãos amados, que aniversariam neste mês)




O sol imerge no horizonte vermelho-fogo,
E traz resquícios dos cheiros do outono
Impregnados aos cheiros das cores do inverno
Como quem sente saudade do azul etéreo
Ou saudade matizada de um azul mais terno!

Os poemas que eu lhe escrevia
Tinha as cores de sol das manhãs de verão
E os luares secretos dos olhos de menina,
A ensinar-me a voar doce e exuberante
Nos azuis esvoaçantes de coralina!

Os poemas que eu lhe escrevia
Eras borboletas amarelas esperadas
Como as chuvas no início de agosto
Tinha cheiro de céu nos vitrais
A crepitar seus ventos com gosto! 

Os poemas que eu lhe escrevia
Nas noites claras de luar
Ou à luz amarelada do lampião
Passarinhava de paz a noite
E alegrava de cores o meu coração!

Os poemas que hoje lhe escrevo
Brincam nos azuis das luzes de neon
De uma cidade em constante movimento
Com saudades da simplicidade do azul
Azulando de amor meu pensamento!
                                                               (Maristela Alves)