O sol imerge
no horizonte vermelho-fogo,
E traz resquícios
dos cheiros do outono
Impregnados aos cheiros das cores
do inverno
Como quem
sente saudade do azul etéreo
Ou
saudade matizada de um azul mais terno!
Os poemas
que eu lhe escrevia
Tinha as cores
de sol das manhãs de verão
E os
luares secretos dos olhos de menina,
A
ensinar-me a voar doce e exuberante
Nos azuis
esvoaçantes de coralina!
Os poemas
que eu lhe escrevia
Eras
borboletas amarelas esperadas
Como as
chuvas no início de agosto
Tinha
cheiro de céu nos vitrais
A
crepitar seus ventos com gosto!
Os poemas
que eu lhe escrevia
Nas
noites claras de luar
Ou à luz
amarelada do lampião
Passarinhava
de paz a noite
E
alegrava de cores o meu coração!
Os poemas
que hoje lhe escrevo
Brincam
nos azuis das luzes de neon
De uma
cidade em constante movimento
Com
saudades da simplicidade do azul
Azulando
de amor meu pensamento!
(Maristela
Alves)