Alinhavo versos nos ensaios finos da poesia
Como quem
costura o encalacrado tempo,
Sem
espaços para trambiques ou quinquilharias
Só o almágema de corpo e alma eu contemplo!
As
palavras desvelam o silêncio insofismável
Enquanto
invade a noite inarredável lá fora,
No acinte imaginário do poeta, voo alargado,
Desconstruindo enganos crassos de outrora!
Sou leso
nessa coisa de tecer veleidades ineptas
Mesmo nas trincheiras desacertadas da alma,
Ensaio hábitos mais interessantes no poema
Como
chuva fina que desvela e acalma!
O azul da
noite veste minhas mãos de estrelas,
Tira de
mim o exacerbado medo da solidão,
Já não
sou vassalo de fórmulas prontas da
vida
E nem
aprecio os crassos enganos da
escuridão!
Longe de ser um repositório de mazelas
Embeveço-me na tessitura das
palavras em fineza,
Sozinho,
nada sou nesse céu coalhado de estrelas,
A noite torna-se autora de esdrúxula beleza!
Emulo na similitude dos versos do poeta,
Sem crucificar unilateralmente as
flores
Contorno riscos imbecilizantes da vida,
Reconstruo na falta de criatividade dos
amores!
Assim, desvelo doces laivos de pensamentos
Que, exitosamente, passeiam em mim,
Busco meu
coração em outros horizontes,
E na feitura dos versos torno-me jardim!
(Maristela Alves)
