Ela voava deveras encantada
Queria transpor a música
E alcançar as estrelas do céu!
Um fio de luz coava na janela,
O vestido jazia no prego,
As asas coloridas reluziam
Compondo os seus silêncios!
Por muito tempo ficou ali
Contemplando as cores,
Relembrando sua casinha
E as ledas flores no quintal!
Abrasada de luz celestial
Naquela manhã de setembro
Ultrapassou as janelas abertas,
O sol batia-lhe no coração
Sua alma estava nas nuvens!
Num rufar de asas, floriu,
E a primavera chegou...
Borboleta quando voa
Deixa a gente florida!
(Maristela Alves, 24.9.18)