Afastou-se da janela escondendo
um sorriso,
Era apenas um sorriso, nada mais,
Mas no coração voava borboletas
Tão amarelas quanto as margaridas
Que floresciam nos dias de dezembro!
Só um sorriso,
Daqueles que saem correndo,
Balançando como pássaro que alça voo.
Nidificou de amor quando o viu ali
Colhendo margaridas na chuva
Com o vento batendo no rosto
Como se fosse dia ensolarado!
O que mais lhe encantava
Era a ternura que ele tinha nas mãos!
O apanhador de margaridas
Dançava na chuva,
Sonhando seus sonhos
Outrora tangíveis no horizonte,
Agora, necessitando voar,
Enquanto as margaridas
Nos braços salpicados de prata,
Realizavam os seus.
E ela... também sonhava!
(Maristela Alves)


