Fui
Tábula rasa numa pedagogia oprimida
E
tentaram me aprisionar nesse tal apriorismo,
Mas
criei asas que cantam em leves galhos
Para
ser papel que permite o rasurismo!
Ser
poesia que voa na candura do pensamento
Como
quem sonha na reflexionante abstração,
Ter
asas como pano-de-fundo que impressiona,
Ser
chuva de domingo em meio à globalização!
Zapear
num céu de estrelas prateadas
Como
quem anseia ser escrita em era digital,
Ser
abraço que controla os botões da noite,
Ser
tecnologia feito pássaro no quintal!
E,
sobretudo, ser memória que passeia
Pela horizontalidade virtual do dia-a-dia,
Pela horizontalidade virtual do dia-a-dia,
Não
sou grega, nem troiana nessa Odisseia,
Sou
Maristela, um dos versos da poesia!
(Maristela Alves)