sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

NO AZUL DO MAR



Quando o sol se põe no fim da tarde
No mar que reflete o dourado de sua cor,
O horizonte se faz mel a escorrer
No azul e dourado do entardecer
A púrpura cor do amor!

Passeia suavemente pelas águas
Leve como o voar do beija-flor,
A contemplar o imenso jardim,
Sem alarde, como querubim,
A colher o perfume da flor!

 E o céu de um lilás-avermelhado
Tece raios de um sol moreno de amor,
Que presenteia o azul do mar
Com imensurável doçura no olhar
E sorriso doce encantador!

Depois, borda de beijos a noite que chega,
E desfaz-se no infinito com primor,
Deixando um feixe de luz alcatroado
De um sol menino, amorenado,
A cantarolar melodias de amor!

                                           (Maristela Alves)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

BEIJAFLOREI


Na plasticidade do dia
Eu a vi desabrochar
Lentamente e exuberante
Como estrela que no céu
À tardinha vem brilhar!
De um rosa cálido
Com um quê de envelhecido
Coloria com nuances de paz
Como beija-flor sonhador
Que beija a flor, distraído!
Também me distraí
Perdido na contemplação,
Misteriosamente encantado
Com a doçura do perfume
E das pétalas a perfeição!
E quando a chuva chegou
Mansamente no fim do dia
Enfeitou-a de gotas douradas,
Deixando-a sublime
Com as gotas de alegria!
Embeveceu-me sua beleza
Cálida e transparente
Fechei os olhos como quem sonha
E envolto no meu sonho
Voei apaixonadamente!
Beijaflorei na noite que despontava
E beijei suavemente minha amada
Guardei no coração o cheiro doce
Cheiro de flor que desabrocha
Cheiro doce de namorada!

                                             (Maristela Alves)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O MAR, O INFINITO E EU



Quando o mar azul se derramava na areia,
E beijava-me os pés como a uma sereia,
Eu contemplava um azul bem mais bonito,
Onde céu e mar se encontravam no infinito!

Ouvia o sussurrar do mar me segredando,
Segredos inaudíveis feito abraço me apertando,
Envolvia meu corpo com sua brisa, suavemente,
Fitava-me os olhos, silencioso e demoradamente!

Após o silêncio, ergueu-se rindo e, pôs-se a cantar,
Um canto molhado que refletia a lua no céu a pratear.
Parecia que o mar cantava, exclusivamente, para mim,
Fazendo-me bailar como flor suspensa no jardim!

Diante do mar, o infinito também me encantava,
O seu hálito perfumado de longe me embriagava,
Esboçava um sorriso tranquilo, azulado de paixão,
Entre o azul do céu e o do mar, estava meu coração!

Desejei ter asas de gaivota ao entardecer,
Ser traço de espuma branca na areia a perecer,
Desejei o mar azul e com o seu canto sem fim,
Desejei no horizonte o infinito todinho para mim!

Da areia branca contemplei o infinito
Azulei no seu azul nesse azul assim bonito,
Voei na canção do mar feito maresia,
Sua voz melodiosa faz das minhas asas poesia!

                                                                                                       (Maristela Alves)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

SUTILMENTE

                                                                 (Créditos imagem - Vinícius Santana)
Brincou suavemente em meus cabelos
E voou com asas de sol para além de mim,
Foi música no breve instante que ficou
E coloriu de arco-íris o meu jardim!
Como mar menino brincando na areia
Foi manhã ensolarada nos meus dias,
E nas tardes macias de domingo segregou
Segredos alegres coloridos de poesias!
Sutilmente, dentro do abraço que me cabia,
Guiou-me na noite em meio à escuridão,
Riu um riso fácil comigo,
Como se eu lhe encantasse o coração!
E o tempo que o amor lhe concedeu
Escutava, ao longe, os meus sinais,
Feito vento encaracolando os cabelos,
Anunciava-me, recatado, em seus ais!
Feito céu carregadinho de estrelas,
Voou de mim sem adeus e nem por quê,
Levou dentro de sua solidão, o amor,
E dentro do amor meu bem-querer!
Como beija-flor sonhei,
Sonhos de um poeta a cantar,           
“meu amor, a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar”!

                                        (Maristela Alves)