Lá onde a
brisa passeia sem pressa,
As flores
aproximam da janela
Com cheiro
de vida que se abre
Para receber
as borboletas
Que trazem
as cores do dia!
Voam com uma
graça indizível
Espalhando
encantos matizados
Como méleas
borboletas bailarinas
Que
perfumam o caminho do vento
E
trazem vida a esse lugar!
Já não
chamam minha atenção
As rugas nas
pedras da janela,
Mas, o
carmesim das suas pétalas,
Sorrindo ao
calor abrasado do sol
Como sinos
tocando em Jerusalém!
Na varanda o
odor inebriante
Reflete o
caminho do vento
E desvenda o
segredo das flores,
Nos olhos do poeta há borboletas
Seu coração
desmancha em ternura!
Quem sabe numa outra varanda
A manhã
também se abra em flores
E um colibri
atraído pelo perfume
Se vista com
a intensidade das cores
E brilhe com
as matizes dos raios de sol
Enquanto a
vida passa num frenesi!
(Maristela Alves)