segunda-feira, 31 de agosto de 2015

MARAVILHOSO (A querida Irede Zardim, como diz Leminski: que a noite nos pinga uma estrela nos olhos e passa)


                                                         Maravilhoso é ter
beija-flores para nos beijar
Nas manhãs belas de outono,
Sabiás para cantar
Ainda que o dia
Amanheça chuvoso,
Araras para gritar
O nosso grito de sufoco,
Joões-de-barro
Para mostrar
Como se constrói
Nossos sonhos,
Bem-te-vis, Canários,
Pardais, Tucanos,
E outros tantos
Para encantar
E colorir nosso dia.
Maravilhoso mesmo,
É ter o Pai,
Como Caminho,
Verdade
E Vida!
                                                                                                           (Maristela Alves)

domingo, 30 de agosto de 2015

A FLOR DO PEQUENO PRÍNCIPE (À Claudia, minha prima, flor desse pequeno e apaixonante príncipe.)

A flor que nasceu no azul do meu sertão
Tem nos lábios sorrisos de laranjeira,
Tem nos olhos o brilho molhado da chuva
E na voz a cor de uma tarde brejeira!

Cresceu linda como flor de mandacaru
Que se veste da brancura da manhã,
E como flor que desabrocha de alegria
Perfumou-se com os cheiros da hortelã!

Na timidez que colore os seus dias
Conheceu num tênue momento o amor,
Foi ser flor num planeta diferente
Fez-se asa de poesias sem temor!

Voou na saudade lilás da sua infância,
Encontrou-se na mocidade dos seus dias,
Conheceu o belo país do encantamento
Desabrochou dentre as suas alegrias!

A flor que outrora azulava meu sertão
Tornou-se flor num país bem mais bonito,
Foi ser flor do amor de um pequeno príncipe
E se o amor cabe numa só flor, então é infinito!

Quem me dera ser essa bela flor do amor
Que pelo pequeno príncipe se deixa cativar,
Que enxuga uma lágrima furtiva dos olhos
Quando em seus braços o amor vem dormitar!

(Maristela Alves)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A FLOR DO AMOR (Minha homenagem a florida Walquiria Maria Ferro e seu anjo Joaquim)



Eu vi desabrochar a flor do amor
Silente em seu esplendor,
Nas gotas de desvelo refletia,
Seu abrolhar em perfeita harmonia!
Multicolorida no seu jeito,assim florido,
Foi surpreendida por um anjo colorido
De cabelos encaracolados loirinhos
E voz doce como canto dos passarinhos!
Seu coração de pronto enamorou
Quando nos olhos do anjo olhou,
Tinha neles um brilho tão bonito
Feito música com melodia de infinito!
Nas asas douradas do outono
Tornou rara primavera o seu sono,
Fez-se luz na noite entenebrecida
E beleza sem igual sua florida!
Esse anjo que a deixou embevecida
Foi presente de Deus em sua vida,
Tornou seus dias em floridas alegrias
E seus quaraquaquás eternas poesias!
O anjo Dourado que a fez voar
E lhe ensinou, de fato, o que é amar,
Também a mim encantou
Quando em mãe a flor transformou!

(Maristela Alves)

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

FLOR DO CERRADO (À Ana Paula Sorrilha , flor com cheiro de paz)


Debruçada languidamente na janela
Aprecia o poente como ao namorado,
Tem cheiro de paz que refresca a alma
Faz-se poesia, a jovem flor do cerrado!
Respira o silêncio com ternura
Os olhos fixos no emaranhado de cores,
Depois suspira oceanos de sonhos
Nesse pôr de sol em multicores!
Aprendeu com a primavera a florir
Nas fendas borboletadas do seu chão,
e a colorir de músicas os seus sonhos
Para florir em qualquer estação!
Enquanto a tarde cai no horizonte
E o vento espalha as folhas pelo chão,
A Flor do cerrado desabrocha
Como beija-flor na amplidão!
Ás vezes, guarda do sol o brilho
Seja em qual poesia for,
Outras, o frescor orvalhado da chuva,
Que dá ao cerrado o cheiro do amor!
E no transbordamento das horas,
Tem na boca o perfume dos sorrisos,
E como flor que no cerrado encanta
Faz-se festa em suaves improvisos!
Bem poderia chamar flor do bugre
A formosa flor do cerrado,
Que nos raios prateados da lua
Faz um bugre seu eterno namorado!
                                                                (Maristela Alves)

domingo, 23 de agosto de 2015

BORBOLETA AMARELA ( À Socorrinha, minha prima, que quando sorri parece borboleta amarela de tão linda)


Oh! Bela borboleta amarela
Que pinta a vida com as cores da aquarela,
Outrora uma lagarta enclausurada, na dela,
Agora uma bela borboleta amarela!

Vejo-a majestosa da minha janela
Pousada numa meiga margarida amarela,
Uma completa a outra, também bela,
Como se fosse o cravo e a lapela!

Continuo a observá-la da minha janela
Vendo a beleza e a delicadeza que há nela,
Que sorte tem a margarida amarela,
Que recebe o afago e o beijo dela!

Dança suavemente como cinderela
Ao ouvir o sino tocando na capela,
Brinca de borboletar formando auréola
Com os raios de sol e a margarida amarela!

Pequeno milagre de Deus: borboleta amarela,
Que faz único seu momento de donzela,
Que beija e encanta com meiguice e cautela
Para viver apenas um dia de vida em aquarela!

                                        (Maristela Alves)