segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O MAR, O INFINITO E EU



Quando o mar azul se derramava na areia,
E beijava-me os pés como a uma sereia,
Eu contemplava um azul bem mais bonito,
Onde céu e mar se encontravam no infinito!

Ouvia o sussurrar do mar me segredando,
Segredos inaudíveis feito abraço me apertando,
Envolvia meu corpo com sua brisa, suavemente,
Fitava-me os olhos, silencioso e demoradamente!

Após o silêncio, ergueu-se rindo e, pôs-se a cantar,
Um canto molhado que refletia a lua no céu a pratear.
Parecia que o mar cantava, exclusivamente, para mim,
Fazendo-me bailar como flor suspensa no jardim!

Diante do mar, o infinito também me encantava,
O seu hálito perfumado de longe me embriagava,
Esboçava um sorriso tranquilo, azulado de paixão,
Entre o azul do céu e o do mar, estava meu coração!

Desejei ter asas de gaivota ao entardecer,
Ser traço de espuma branca na areia a perecer,
Desejei o mar azul e com o seu canto sem fim,
Desejei no horizonte o infinito todinho para mim!

Da areia branca contemplei o infinito
Azulei no seu azul nesse azul assim bonito,
Voei na canção do mar feito maresia,
Sua voz melodiosa faz das minhas asas poesia!

                                                                                                       (Maristela Alves)

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