Quando o mar azul
se derramava na areia,
E beijava-me
os pés como a uma sereia,
Eu contemplava um azul bem mais
bonito,
Onde céu e mar se encontravam no
infinito!
Ouvia o sussurrar do mar me
segredando,
Segredos inaudíveis feito abraço
me apertando,
Envolvia meu
corpo com sua brisa, suavemente,
Fitava-me os olhos, silencioso e
demoradamente!
Após o silêncio, ergueu-se rindo e, pôs-se
a cantar,
Um canto molhado que refletia a lua no céu a pratear.
Um canto molhado que refletia a lua no céu a pratear.
Parecia que o
mar cantava, exclusivamente, para mim,
Fazendo-me
bailar como flor suspensa no jardim!
Diante do mar,
o infinito também me encantava,
O seu hálito perfumado de longe me
embriagava,
Esboçava um sorriso
tranquilo, azulado de paixão,
Entre o azul do céu e o do mar, estava
meu coração!
Desejei ter asas de gaivota ao
entardecer,
Ser traço de espuma branca na areia a perecer,
Ser traço de espuma branca na areia a perecer,
Desejei o mar azul e com o seu canto sem
fim,
Desejei no horizonte o infinito todinho
para mim!
Da areia branca contemplei o infinito
Azulei no seu azul nesse azul assim
bonito,
Voei na canção do mar feito maresia,
Sua voz melodiosa faz das minhas asas poesia!
(Maristela Alves)

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