quinta-feira, 3 de março de 2016

O CABRA ARRETADO ( À paim ,in memorian, e seu jeito baiano gostoso de ser)

                                                                                                                               Imagem do Blog luz de Fifó


Seu Bichano andava indagando
Se era aquele filho duma égua
Que andava de cerca lourenço
Com a bela rapariga, sem trégua!

Seria o xibungo de sempre
Ou o seboso pra lá de ordinário,
Que falava mais que a nega do leite
Criando seu próprio vocabulário!

O dito, cheio de nove horas
Nem um tapa numa brofeta valia,
E ainda queria ser o dono
Da alma suspirante da bela Maria!

E se seguisse assim o desmazelado
Levaria um, no pé do ouvido,
Era só o tempo de descobrir
Quem era o cabra da peste atrevido!

E assim continuava de butuca
O cabra retado da moléstia,
E o danado nem tchum pra ele
Namoricava a rapariga de réstia!

E uma sapituca desvarada
Encafifava seu lado macho português,
Naquele Cafundó dos Judas
De cabra arretado,matuto, santanês!
                                                           (Maristela Alves)

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