O poema que nasce no papel amarelecido
Dança nas asas verdes do louva-a-deus,
Dança nas asas verdes do louva-a-deus,
Como estrela brilha de prata o meu céu
Nos sorrisos que escapole e voa ao léu!
Voa feito criança aprendendo a andar
Segura pela mão de alma perpétua,
Voa na memória dos risos soltos
Dos tempos idos e, por vezes, revoltos!
Voa feito avó recitando uma prece
De joelhos no chão de terra batida,
Voa no laço que amarra o presente
No escarlate do amor que se sente!
Voa feito acordes de canção de ninar
Embalando o sono de levezinho,
Voa no abraço que causa arrepios
Que aquece os invernos mais frios!
Voa feito coração que bate no peito
Nas rimas e métricas perfeitas,
Voa no azul que não cabe no oceano
E mistura-se ao vermelho sol insano!
Voa como a brisa do amanhecer
Perfumando os montes do Líbano,
Voa como a última flor do ipê
No olhar doce do bem-querer!
Voa na mais sublime forma de amor
E retorna feito arco-íris encantado,
Colorido dos mistérios da maturidade
Nos seus versos, mil tons de felicidade!
(Maristela Alves)

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