Os créditos da imagem cabem a José Medeiros
Os
olhos negros e tímidos contemplam
Os mistérios da vida que permeiam
lá fora,
Desenham o sol para colorir o
vento
Que espalham de leve as flores
de amora!
A beleza da vida se esconde bem
ali
Onde as mãos terminam em
segredo,
Voa em direção ao jardim de
flores
Encurtando a tristeza em meio
ao medo!
Da janela os
olhos resgatam o brilho da vida
Quando tombam,
arfando, ao sol poente,
E como poema de
cor viva, viram borboletas,
Espetáculo alaranjado,
do céu um presente!
Borboletam
no prazer da contemplação
E
transbordam a raridade doce da vida,
Ora
como pérolas do mar azul da Grécia
Ora
como sinos que na torre elucida!
As
vezes musicaliza de sublime o amor
Com
o olhar terno que traz dentro de si,
Põe
na voz o mel de todos os engenhos
E
da janela vê a vida passar sem frenesi!
A sabedoria
que chega com a maturidade
Vem de mãos dadas com a poesia do olhar,
É possível nas ausências que trescala a
alma
Ser pássaro que voa sem ter asas para voar!
(Maristela Alves, 30.5.2017)

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