sexta-feira, 24 de novembro de 2017

EMÍLIA (Às Emílias da EM José Bonifácio-Bandeirantes-MS)



Emília nasceu boneca de pano
Do coração menino de Lobato,
Enfeitada de retalhos de sol poente
Refletia as cores mágicas do arco-íris
Traçando uma beleza irreverente!

Com rosário de piscadas no olhar
E com sorriso de chuva fresquinha,
Tomou a pílula falante num triz
Parecia ter asas de borboleta,
Falava mais que água em chafariz!

Deitava no baú de cacarecos
Nas noites prateadas de luar,
Soletrava as estrelas no céu
Depois passarinhava pensativa
Olhando as velas sonolentas ao léu!

E com a torneira de asneiras aberta
Numa contação de histórias sem fim,
Vestia o azul da alegria no olhar
E diante de tanta belezura
Nem o silêncio conseguia se calar!

No reino das palavras inventadas
Brincou de alinhavar sua história,
De boneca de pano sem tema
Virou celebridade no mundo
Seu coração foi inteiro poema!
                                            (Maristela Alves, 24/11/2017)

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