As cores envelhecidas de
domingo
Já não aquarelam nos seus olhos
E suas asas pousam sobre mim
Como arco-íris no infinito
Na tarde em que o sol doura
Os pingos da chuva que finda!
Nesses momentos em que ela mergulha
No seu universo de asas e cores
Basta-lhe o pincel e a imaginação
Para que molde a felicidade
Nas palavras doces do caminho
E me torne a mais bela obra de arte!
Têm nas mãos as ideias do coração
Quando faz firulas nas cores
vivas
Que enfeita os desenhos
bordados
Como sorriso que vai
crescendo
E enchendo o rosto de doçura
Até parecer algodão doce
rosado!
Colore a vida sem meios preâmbulos
Voando e pairando em cada flor
Não com as cores perdidas de outrora,
Mas com sonhos sonhados em voo
Que roubam os tons de azuis do céu
Para perfumar os seus jardins!
Dentro da luz tênue que ilumina à tarde
Dourando tudo de sorrisos madrigais
Vejo suas asas sobre a minha alma
Dançando feito pétalas ao vento,
Veste traços tênues de sílfides
Que só as melífluas borboletas tem.
(Maristela Alves)

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