domingo, 6 de setembro de 2015

A COR DO AMOR (A melhor parte de mim)


O amor se coloriu de dia ensolarado
Fantasiou de sol, tornou-se dourado,
Encantou-se com o azul celestial
Fez-se água doce de fonte, manancial!
Brincou  com o verde da natureza
Voou com o vento, fez-se  leveza,
E como lírio que no campo nasceu
Encheu-se de paz, embranqueceu!
Como castanho nos olhos da morena
Perfumou-se do cheiro doce da açucena,
Pintou-se de laranja ao entardecer
Fez-se pôr de sol no anoitecer!
Na noite escura buscou o luar,
E na negritude fez-se brilhar,
Amanheceu com a cor da aurora
Banhou-se de orvalho como Caipora!
Roubou do arco-íris suas cores,
Multicoloriu suas formas de amores
Rendeu-se ao vermelho da paixão,
E entregou-se de alma e coração!

                                                 (Maristela Alves)

sábado, 5 de setembro de 2015

DIRIGIR É UMA ARTE (Uma reflexão aos amigos motoristas)



Nas ruas de Campo Grande dirigir é uma arte,
O que falta, talvez, seja experiência e educação,
Vejo claramente e fico me questionando
Como algumas criaturas tiraram sua habilitação!

Certa data eu ouvi em uma curiosa entrevista
que o veículo “reflete o comportamento do condutor”,
“Que o mal educado deixa o veículo mal educado
 E o nervoso deixa-o nervoso”, será um tradutor?

Tradutor das várias barbaríes no dia-a-dia:
Dos motoristas que não fazem uso das setas,
Dos que falam ao celular enquanto dirigem,
E daqueles que nas curvas usam linhas retas?

Dos que cruzam a rua com o sinal já fechado,
Dos que dirigem sem noções, embriagados,
Daqueles que xingam e mostram gestos obscenos  e
Dos campeões em escabrosidades, cheios de alegados?

Dos que não seguem o limite de velocidade da via,
Dos que andam na contramão, e principalmente,
Daqueles que não respeitam a faixa de pedestre ou
Que estacionam em vaga de idoso e deficiente?

Quem sabe seja um tradutor nos levando a refletir
Em qual dos tipos de motoristas nos classificamos,
Diante de um trânsito indisciplinado e caótico,
Se dirigir é uma arte, que tipo de artista nós somos?
                                         
                                                        (Maristela Alves)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

VIVER COMO ELE VIVEU (Ao meu pai Mário de Arlinda de Tibério ou Mário de Ester de Manoel de Cula)




                                                                                                                                                                        Como eu queria ter
A garra e a determinação
Daquele matuto amado
Que saiu do sertão
Pra viver no cerrado.

Com a família ele veio
A sorte aqui tentar.
Deixou para trás
A Santana querida
E os seus ancestrais!

No sertão deixou
O calor tão amado.
Para aqui no cerrado
Conhecer de perto
O frio chanfrado!

Do sertão tinha saudades
Mas não pensava em voltar.
Fincou aqui as suas raízes,
Aumentou a família,
E teve dias felizes.

Sua missão ele cumpriu
E agora deixou o cerrado
O qual aprendeu a amar
Com um leve sorriso no rosto
Para no céu ir morar!

De ninguém se despediu
Só ouviu a voz de Deus
Lhe chamando: filho meu,
É chegada a sua hora
Atenda ao pedido meu.

Como eu queria viver
Do jeito que ele viveu.
A paz e a sabedoria,
E o jeito descontraído
De viver o seu dia a dia!

                                                 (Maristela Alves)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

SABEDORIA ( À Jó Nunes que me mostrou, quando fui ser flor no meu sertão, que o silêncio fala, e fala alto)




Tempos atrás eu li um texto
Que me serviu de reflexão
Relatarei abaixo em poema
Para que toque o seu coração!

Falava de sabedoria
Como a sabedoria de Salomão
Mas uma sabedoria mais sabida
Que não era de homem, não!

É a sabedoria que tem os pássaros,
Que mais sábios que os homens são,
Enfrentam as tempestades noturnas,
Com raio, relâmpago e trovão!

Tombam de seus ninhos
E por vezes sofrem perdas,
Que dilaceram suas histórias
E mudam suas veredas!

Pela manhã, tem todos os motivos
Para entristecer e reclamar,
Mas cantam alegremente a Deus
Por mais um dia lhes agraciar!

Quem me dera um dia ter
Essa sabedoria tão sabida
Que mesmo com tudo contrário
Agradece a Deus pela vida!

                   (Maristela Alves)