quarta-feira, 2 de setembro de 2015

VIVER COMO ELE VIVEU (Ao meu pai Mário de Arlinda de Tibério ou Mário de Ester de Manoel de Cula)




                                                                                                                                                                        Como eu queria ter
A garra e a determinação
Daquele matuto amado
Que saiu do sertão
Pra viver no cerrado.

Com a família ele veio
A sorte aqui tentar.
Deixou para trás
A Santana querida
E os seus ancestrais!

No sertão deixou
O calor tão amado.
Para aqui no cerrado
Conhecer de perto
O frio chanfrado!

Do sertão tinha saudades
Mas não pensava em voltar.
Fincou aqui as suas raízes,
Aumentou a família,
E teve dias felizes.

Sua missão ele cumpriu
E agora deixou o cerrado
O qual aprendeu a amar
Com um leve sorriso no rosto
Para no céu ir morar!

De ninguém se despediu
Só ouviu a voz de Deus
Lhe chamando: filho meu,
É chegada a sua hora
Atenda ao pedido meu.

Como eu queria viver
Do jeito que ele viveu.
A paz e a sabedoria,
E o jeito descontraído
De viver o seu dia a dia!

                                                 (Maristela Alves)

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