sábado, 10 de outubro de 2015

CAMALOTES DA MEIA NOITE



A noite chega ao majestoso Pantanal
Silenciosa com vestes de escuridão,
No céu a lua dá um show fenomenal
Irradiando a branca luz na imensidão!

O rio Paraguai com todo seu esplendor
Reflete em suas águas essa beleza inigualável,
E como prêmio ela mostra todo o resplendor
Dos camalotes da meia noite, cena inenarrável!

Eles flutuam ao som das águas noturnas,
Como que inebriados pela luz da lua,
Vão desabrochando as pétalas taciturnas
Num belo show que na água continua!

Sob as estrelas dançam feito bailarinos,
Num fugaz instante de pura eternidade,
Entre quimeras de amor e sons divinos
Segue a inconsistência da tal felicidade!

E nessa noite o rio vira um imenso jardim
Colorido pelo verde e branco camalotes,
Que brilham suas gotas de cristais marfim,
Resplandecendo num céu de raros holofotes!
                                                                        (Maristela Alves)

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