Era um quinze de outubro ensolarado
Quando senti o perfume doce no jardim,
Uma florzinha timidamente me sorria
Trazendo nas asas uma candura sem fim!
Como céu que azula ternamente no infinito
Daqueles que nos envolve e faz sonhar,
Assim, a florzinha me encantava
Com aquele brilho intenso no olhar!
Olhava-me como música que entoa
E que cintila o amor no coração
Que faz ter brilho no sorriso,
Que brota lágrimas de emoção!
Como poema que sossega a alma
Num dia cedo ou de tardinha,
Vive em graça a flor no meu jardim,
Numa vivacidade que passarinha!
Pintei de dourado minhas asas,
Vesti-me de arco-íris rendoso,
Desde aquela manhã cultivo a alegria
Por ter ganho presente tão precioso!
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