domingo, 22 de novembro de 2015

CHEIRO DE TERRA MOLHADA

                                                                                               Imagem copiada da Internet

 Sinto o cheiro de terra molhada
Da chuva que cai em suaves pingos,
Aroma da terra que me embriaga,
Cheiros, cheiros sempre bem-vindos!

Ouço os pingos que caem no telhado
Soando como notas de instrumento musical,
Faz-me lembrar dos tempos de pequena
Em que corria para recolher as roupas no quintal!

E que depois sentia o vento no rosto
Misturado às gotas da chuva fria,
Que tomava banho com as mãos para cima
Recolhendo os pingos que do céu caia!

Sinto saudades de quando ainda criança,
Corria descalça pela densa enxurrada,
Para contemplar o esplendor do arco-íris
Que no céu surgia deixando-me deslumbrada!

Felizes e bons tempos aqueles,
Sem responsabilidades a cumprir,
Poder sentar-me á beira da chuva
E o cheiro da terra molhada sentir!

Hoje, guardo com carinho as lembranças,
Num baú repleto de melancolia,
Extasio-me contemplando a lua 
Que se perde no cerrado e com ela fazendo poesia!

                                                       (Maristela Alves)

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