Sinto o
cheiro de terra molhada
Da chuva
que cai em suaves pingos,
Aroma da
terra que me embriaga,
Cheiros,
cheiros sempre bem-vindos!
Ouço os
pingos que caem no telhado
Soando
como notas de instrumento musical,
Faz-me
lembrar dos tempos de pequena
Em que
corria para recolher as roupas no quintal!
E que
depois sentia o vento no rosto
Misturado
às gotas da chuva fria,
Que
tomava banho com as mãos para cima
Recolhendo
os pingos que do céu caia!
Sinto
saudades de quando ainda criança,
Corria
descalça pela densa enxurrada,
Para contemplar
o esplendor do arco-íris
Que no
céu surgia deixando-me deslumbrada!
Felizes e
bons tempos aqueles,
Sem responsabilidades
a cumprir,
Poder sentar-me
á beira da chuva
E o
cheiro da terra molhada sentir!
Hoje,
guardo com carinho as lembranças,
Num baú
repleto de melancolia,
Extasio-me
contemplando a lua
Que se
perde no cerrado e com ela fazendo poesia!

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