Principalmente a que mais lhe convinha,
Ora era a da bondade tão clássica,
Ora a da santa Madre, toda certinha!
Para cada ocasião era uma diferente
Mostrando ter várias reservadas,
Nos tempos em que com ela convivi
Muitas delas foram sendo retiradas!
Eu vi a dama por trás da máscara,
Trazia o doce veneno do egoísmo,
Misturado à petulância austera
Do seu tão comum egocentrismo!
Tentei ver Deus na bela dama
Mas o tempo estava tão fechado,
Que vi apenas grandes fragmentos
De um coração duro e amargurado!
Senti falta dos belos sentimentos
Tão presentes em pessoas normais,
Que fiquei por horas imaginando
Quais seriam seus segredos cruciais!
Segredos que causaram tamanho estrago
E que tornaram mais pesado o coração,
Segredos que roubam puros sentimentos
Segredos guardados no baú da emoção!

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