segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

LÁGRIMAS DE CHUVA

(Foto:Maristela Alves)

Num dia assim, cinzento,
Eu vejo o sol descortinando
Misteriosamente lá fora,
Feito folha solta
Bailando airosa ao vento.
Ouço o bem-te-vi bentivar
Numa fascinação de promessas,
Como quem traz o segredo dos sorrisos
Ou se veste de véu da alma.
Como poesia nas tardes quentes
Torno-me melodioso afeto
Dos teus passos ternamente fugidios.
Espero nas sombras das horas
A graça indizível da primavera
Multicolorida de perfumes
E quieta... muito quieta,
O olhar estático da aurora.
Não te delongues no caminho
Tenho lágrimas de chuva
Para te colorir de arco-íris!

                                    (Maristela Alves)

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