quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

PERFIL



Fui Tábula rasa numa pedagogia oprimida
E tentaram me aprisionar nesse tal apriorismo,
Mas criei asas que cantam em leves galhos
Para ser papel que permite o rasurismo!

Ser poesia que voa na candura do pensamento
Como quem sonha na reflexionante abstração,
Ter asas como pano-de-fundo que impressiona,
Ser chuva de domingo em meio à globalização!

Zapear num céu de estrelas prateadas
Como quem anseia ser escrita em era digital,
Ser abraço que controla os botões da noite,
Ser tecnologia feito pássaro no quintal!

E, sobretudo, ser memória que passeia
Pela horizontalidade virtual do dia-a-dia,
Não sou grega, nem troiana nessa Odisseia,
Sou Maristela, um dos versos da poesia!

  (Maristela Alves)

Um comentário:

Deixe seu comentário abaixo! Grata pela visita, volte sempre!