Baila célere nas horas douradas
Mistura de borboleta e mulher
Como poesia cantada de Orfeu
Iluminada pelos raios do sol
Imortalizada num camafeu!
Quando
de soslaio vê o tempo
Na
palidez noturna da lâmpada
Tem
prazer na contemplação,
Do âmago dos seus sentimentos
Dá asas rosadas a imaginação!
Em nada lembra a menina tímida
Que coloria sorrisos às lágrimas,
Feito
anjo de asas transparentes
Que
desperta o sono do poeta
Ainda
me sorri como antigamente!
Qual
lírio branco do jardim
Que
exala perfume invisível,
Assim
a moça do camafeu
Com
sua beleza viva de rosa
De
amor meu coração aqueceu!
E quando a saudade aperta
Nas tardes amarelas de outubro
Enchendo-me de doce nostalgia,
Busco a moça no camafeu
Que me sorri com olhos de alegria!
(Maristela Alves, 05.10.2018)
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