Enquanto os dedos da
primavera
Acariciam as tardes de
outubro
Como flor afagada pelo
vento,
Esterzinha borda suas
estrelas
Desfolhando as pétalas do
tempo!
As rugas pintadas em seu rosto
Doces pétalas molhadas de orvalho
Memórias indeléveis de sabedoria,
Contam histórias outrora douradas
Que em livro algum caberia!
Os cabelos prateados de agora
Recitam poesia em ladainha
Nos contornos de suas ilusões,
O sorriso marcado no rosto
Enche de paz
nossos corações!
Mãos com cheiro de terra molhada
Que
em nada lembra a juventude
Tem apenas a duração do instante,
Voam como borboleta a luz do sol
Nas rugas do entardecer brilhante!
E como romaria em ruas indecisas
Que fica feliz em ver nascer o sol
Caminha seus passos semânticos,
Dá graças a Deus pelo dom da vida
Entoa baixinho sagrados cânticos!
Esterzinha tem mesmo muita sorte
Ganhou de Deus a verdura do tempo,
O
desabrochar a cada nova estação,
A capacidade de sempre recomeçar
E o esperado milagre da renovação!
... o tempo que lhe sorri com alegria!
(Maristela Alves, 08.10.2018)
0 comentários:
Postar um comentário
Deixe seu comentário abaixo! Grata pela visita, volte sempre!