quarta-feira, 13 de outubro de 2021

E QUANDO AS VIOLETAS FLORESCEM





 A primavera amanhece a estação

Trazendo consigo o cheiro do sol,

Esterzinha refloresce os seus anos

Tendo nos olhos um brilho afinado

Que esconde sutilmente as marcas

Deixadas pelos trilhos do tempo!

 

A idade lhe sorri entusiasmada

Brincando de esconde-esconde

Com os passos enlanguescidos,

Mas a memória, ainda moça,

Carrega o frescor da manhã

E caminha em lisura celestial!

 

Os cabelos matizados de prata

Reverberam as cores do dia

E as mãos que lidavam no crochê

Agora acariciam suas violetas

Que ensaiam os pequenos botões

Para a dança das borboletas!

 

Quando dentro da noite que cai

As folhas tremulam atrás do vento,

As violetas ainda sentindo o toque

Desabocham em magnificência

Numa explosão de cores e vida

Presenteando com seu perfume!

 

Nos acordes do dia que amanhece

A profusão de perfume invade o ar,

Esterzinha acordada de emoção

Entretida nos seus sentimentos

Caminha entre o tictac do relógio

E o alegre borbulhar do coração!

 

Inerte diante de tamanha beleza

Sem preâmbulos na contemplação

Curva-se em terno agradecimento,

E na beleza imensurável do momento

O sol debruça-se entre as cores

No esvoaçante encanto da vida!!

 

E quando as violetas florescem

Esterzinha luzidia como arco-íris

Depois da chuva fina da estação,

Torna-se cor, flor, borboleta

E voa suas emoções no infinito,

Ela jamais desiste de amanhecer!

                       

                                         (Maristela Alves, 04.10.2021)


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