domingo, 20 de setembro de 2015

COMO SE O TEMPO NÃO TIVESSE EXISTIDO (Quando fui ser flor no meu sertão)

 
                                                                             Créditos: Facebook Grupo Amigos de Santana

Quando o vi em meio à vegetação,
Senti meu coração do peito saltar,
Estava ali, como quando o deixei,
Agora mais velho, mas não menos belo.
Meus olhos dançaram alegres no tempo,
Eu, menina, lhe abraçando carinhosa,
Você, já moço, me aconchegando do seu jeito.
Senti o perfume das brancas flores
Que me presenteava após as chuvas,
Lembrei-me dos braços abertos em sombra
Que faziam dançar no meu rosto um sorriso.
Como se o tempo não tivesse existido
Eu olhava-o embevecida de amor,
Senti sua falta e você por certo a minha,
Quando de seca seu coração aflorou!
Agora eu ali, sem coragem de aproximar,
Com receio de não ser reconhecida ou
De ver seus olhos não mais me enxergar!
Então, com lágrimas nos olhos parti,
Deixando ali o meu coração,
Um dia ainda volto para lhe ver
Umbuzeiro cheiroso do meu sertão!
                                                                          (Maristela Alves)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

MENINA FLOR (Tem asas de borboleta no sorriso)



Desabrocha em sorrisos essa flor
Numa mistura de amor e de paixão,
Traz a cor do Rio de Janeiro nos olhos
E o cheiro de Mato Grosso do Sul no coração!
Quando baila nesse céu de pleno azul
Faz-se pássaro com asas de infinito,
Ora é liberdade nas asas do vento,
Ora é límpida como as águas de Bonito!
E no descortinar suave da primavera
Tem nas pétalas o aroma do amor,
É flor numa mistura de menina
É menina que desabrocha em esplendor!
Perfuma de paz o entardecer
Nos transbordantes abraços de sol,
Lembra-me os lírios brancos no campo,
Lembra-me as cores do arrebol!
E como festa neste dia primaveril
Encanta-me feito voz de passarinho,
É flor que colore o meu jardim,
É poesia nos meus versos de carinho!
                                                                            (Maristela Alves)

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

NÃO É DE MIM QUE TENS MEDO( ♪ ♫ você tem medo é do amor que guarda para mim ♫ ♩)


Como se sorrisse o sol das manhãs quentes
Tem nos olhos a cor da saudade que azula,
Guarda no coração o medo de se deixar amar
E nas elegantes mãos um não sei o quê de ternura!
Assusta-se dentro da noite que traz estrelas,
Quando voo feito purpurina nos seus sonhos,
Não é de mim que foge nessa imensidão de céu,
Foge é do amor que o faz leve e risonho!
Teço luares de prata no céu do meu cerrado,
Povoo seus sonhos de efêmeros beija-flores,
Perfumo de flores os umbrais das janelas,
Impregnados de tua ausência e desamores!
Sem aviso como vento do norte
Trarei asas para libertar de ti o medo,
O amor antes adormecido na tua alma
Será coração acordado pela manhã logo cedo!
E para tua liberdade, darei minhas asas,
Para que cantes alegre com o vento,
Não é de mim que tens medo,
Tem medo é do amor que chega num momento! 


                                                                                  (Maristela Alves)