Como se sorrisse o sol das manhãs quentes
Tem nos olhos a cor da saudade que azula,
Guarda no coração o medo de se deixar amar
E nas elegantes mãos um não sei o quê de
ternura!
Assusta-se dentro da noite que traz
estrelas,
Quando voo feito purpurina nos seus sonhos,
Não é de mim que foge nessa imensidão de
céu,
Foge é do amor que o faz leve e risonho!
Teço luares de prata no céu do meu cerrado,
Povoo seus sonhos de efêmeros beija-flores,
Perfumo de flores os umbrais das janelas,
Impregnados de tua ausência e
desamores!
Sem aviso como vento do norte
Trarei asas para libertar de ti o medo,
O amor antes adormecido na tua alma
Será coração acordado pela manhã logo
cedo!
E para tua liberdade, darei minhas asas,
Para que cantes alegre com o vento,
Não é de mim que tens medo,
Tem medo é do amor que chega num momento!
(Maristela
Alves)
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