domingo, 20 de setembro de 2015

COMO SE O TEMPO NÃO TIVESSE EXISTIDO (Quando fui ser flor no meu sertão)

 
                                                                             Créditos: Facebook Grupo Amigos de Santana

Quando o vi em meio à vegetação,
Senti meu coração do peito saltar,
Estava ali, como quando o deixei,
Agora mais velho, mas não menos belo.
Meus olhos dançaram alegres no tempo,
Eu, menina, lhe abraçando carinhosa,
Você, já moço, me aconchegando do seu jeito.
Senti o perfume das brancas flores
Que me presenteava após as chuvas,
Lembrei-me dos braços abertos em sombra
Que faziam dançar no meu rosto um sorriso.
Como se o tempo não tivesse existido
Eu olhava-o embevecida de amor,
Senti sua falta e você por certo a minha,
Quando de seca seu coração aflorou!
Agora eu ali, sem coragem de aproximar,
Com receio de não ser reconhecida ou
De ver seus olhos não mais me enxergar!
Então, com lágrimas nos olhos parti,
Deixando ali o meu coração,
Um dia ainda volto para lhe ver
Umbuzeiro cheiroso do meu sertão!
                                                                          (Maristela Alves)

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