Da janela do quarto observo os pássaros
Que voam de lá para cá e de cá para lá,
Ora cantam saudando o dia,
Ora carregam no bico
Algo indecifrável,
Que não sei precisar
Se para a construção do ninho
Ou se alimento para algum filhotinho,
Só sei que não param,
Voam, piam, cantam e por aí vai.
Isso me faz lembrar uma amiga
Que também tinha asas,
Coloridas de liberdade.
Voava ora colorindo o sol, ora a lua,
Ora as estrelas, ora o infinito,
Mas, voava o voo da borboleta,
Voo silencioso, voo vazio.
Voo silencioso, voo vazio.
E num dia de sol ou de chuva,
O amor invadiu o seu jardim.
Voou seu último voo de borboleta,
Trocou os encantos da liberdade,
Preferiu ser ninho
Para dois passarinhos
Caídos de outro ninho.
Hoje,
Voa diferente!
(Maristela Alves)


