(Por Maristela Alves)
A apertada rua guarda seus mistérios
Nas pedras e na leveza agora meio rara,
Numa fusão de cores e raios solares
Daqueles que nem ao arco-íris se compara!
Inicia timidamente, quase escondida,
E transforma numa magnitude sem fim,
Parece mais uma estradinha de pedra esculpida,
Cravada na serra, vestida de verdura e carmim!
Nela me vejo lentamente a caminhar
Embriagada pela exuberância e precisão
De cores que se movem como música
Entoando sons que fazem parar o coração!
Cheiros de flores exóticas baila no ar
Como bailarina que dança em dia de festa
Enquanto a ruazinha serpenteia serra acima
Ao chilreio dos pássaros em harmoniosa seresta!
A beleza da apertada rua me encanta
Como se de fato eu caminhasse para Deus,
Já não sinto as pedras nos meus pés
Mas a paz que emana dos ruídos seus!
Deixo-me levar pelos encantos da rua
Voo como borboleta na imaginação,
Vejo o mar se descortinar a minha frente
E extasio-me na paz dessa imensidão!
(Maristela Alves)
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