À medida que a aurora desabrocha
Colorindo de sol as primeiras horas
Eu a vejo surgir como ipê no cerrado,
Tão airosa no seu florescimento
Que semicerro os olhos inquietantes
Para não dançar de tanta felicidade!
O
dia acorda iluminado pelas réstias
Purpúreas
do último luar do inverno,
Ainda
há vestígios nos cabelos dela
Que
tremulam no frio da manhã
Como
quem deseja ser acariciado
Por
mãos que voam atrás do vento!
Ao raiar do dia ela vem como
música
Borboletando desaberta no
azul do céu
E adentra no véu sombrio da
minha vida
Colorindo de alegria os dias
nublados
Mostrando que a alegria não está
Na apatia das coisas, mas nela!
Fico a observar seu sorriso de mar
Quando sorri do
nada,
Só ela sabe o que a
fez sorrir,
E quando eu olho a olho assim
Sorrindo da mesma
forma,
Eu
só espero que a música não pare...
(Maristela Alves, 08.08.2019)

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