É festa de Sant’Ana
Na pequena Santana.
Ainda está escuro lá fora
Quando o serviço de alto-falantes
Anuncia a alvorada com
“Cisne Branco” orquestrada,
Seguida de fogos
Que estouram em salvas.
É nessa hora que ouço seus
passos,
Depois o cheiro gostoso do
café
Que é sentido por toda a casa.
Nazinha, minha prima,
Mulher de firme fé,
Que em meio à lida
Conversa com Deus em orações.
Mulher de mãos firmes
No preparo dos deliciosos
E diferentes pratos,
De coração gigante,
De conhecimento de vida.
Nazinha de Didi,
Mãe, sogra e avó dedicada.
Rica em conhecimento e amor,
Baú de boas memórias,
Que conta o ontem como se
hoje fosse.
Com ela percorri as ruas de
Santana,
Visitei igrejas, feira e pessoas.
Com ela me identifiquei
No cuidado dedicado aos seus,
Na alegria do reencontro,
No tempo dispensado a
conversas,
Nos abraços e nos beijos.
Hoje me encontro distante,
Mas ainda sinto o cheirinho
do café
Servido na farta mesa,
Onde beiju, cuscuz, peta,
ginete
E biscoito doce fazia a minha
E a festa dos seus netos.
Nazinha de Didi,
Nela me espelho.
(Maristela Alves, 03.8.2015)

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