Debruçada languidamente na janela
Aprecia o poente como ao namorado,
Tem cheiro de paz que refresca a alma
Faz-se poesia, a jovem flor do cerrado!
Faz-se poesia, a jovem flor do cerrado!
Respira o
silêncio com ternura
Os olhos
fixos no emaranhado de cores,
Depois
suspira oceanos de sonhos
Nesse pôr
de sol em multicores!
Aprendeu
com a primavera a florir
Nas
fendas borboletadas do seu chão,
e a colorir de músicas os seus sonhos
e a colorir de músicas os seus sonhos
Para
florir em qualquer estação!
Enquanto
a tarde cai no horizonte
E o vento
espalha as folhas pelo chão,
A Flor do cerrado desabrocha
A Flor do cerrado desabrocha
Como
beija-flor na amplidão!
Ás vezes,
guarda do sol o brilho
Seja em qual poesia for,
Seja em qual poesia for,
Outras, o frescor orvalhado da chuva,
Que dá ao cerrado o cheiro do amor!
E no transbordamento das horas,
Tem na boca o perfume dos sorrisos,
E como flor que no cerrado encanta
Faz-se festa em suaves improvisos!
Bem poderia chamar flor do bugre
A formosa flor do cerrado,
Que nos raios prateados da lua
Faz um bugre seu eterno namorado!
(Maristela Alves)
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