Os créditos da foto cabem a Caio Alves
Quando a
chuva chegou ao meu cerrado
Alcei
asas de amor para recebê-la,
Cantei
flores musicadas de céu,
Dancei
passos perfumados de estrela!
Voei como
flor levada pelo vento,
Colori-me
com as cores da estação,
Sorri o
mais doce dos sorrisos,
Rodopiei
de azul na imensidão!
Teci
sonhos de infinita liberdade,
Quando entranhei
em seu pensamento,
Encantei-me
com a beleza do horizonte,
Tornei-me
felicidade nesse momento!
Quando a
chuva chegou ao meu cerrado
Beijou de
pingos meu coração,
Pintou de
lágrima os meus olhos
E
abraçou-me com os braços da emoção!
E como
voz que na noite acalenta
Serenou
meu coração de eterna paz,
Pousou
como pássaro em minha janela
Encheu-me
de brilho como só ela é capaz!
Pensei
que ficaria por mais tempo
Como mora
em mim a ilusão,
Mas, foi
ser amor em outro canto,
Deixando-me
a sonhar na solidão!
(Maristela Alves)
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