domingo, 25 de outubro de 2015

DE JOELHOS NO CHÃO ( A simplicidade do amor)

                                                                                                                  (Créditos da Imagem por José Medeiros/Facebook)

                             Foi dentro do sono que marcava minha prece
Que passeei pelas lembranças da infância,
Lá fora a lua brincava de esconde-esconde,
Onde o candeeiro brilhava com importância!

Quando a tarde despontava no horizonte
Ela enrolava o rosário nas mãos em prece,
Ajoelhava no chão de terra batida,
Os dedos tecia a oração que hoje enternece!

 Eu sei que estava dentro das contas,
O vento que rondava o quarto me contava,
Ouvia meu nome sendo suavemente soletrado
Enquanto o rosário pelos dedos caminhava!

Os joelhos colados ao chão não titubeavam,
Reinventava as tardes que o tempo trazia,
Flutuava nas asas que Deus lhe deu
Tão frágil em meio às orações que fazia!

Eu, de soslaio, procurava as suas asas,
Na noite que chegava às terras daquele chão,
Nada sei de anjos, só da hora da prece,
E dela que ajoelhava também com o coração!

Cresci vendo o poder que tem a oração
Quando feita de joelhos, em reverência,
Agora entendo o tempo que ela ganhava
Quando orava a Deus com tanta fervência!

E quando deitada na maciez da minha cama
Adormeço e deixo minha oração pela metade,
Recordo-me dos joelhos prostrados no chão,
Aquilo sim, era falar com Deus de verdade!

                                                                                                     (Maristela Alves)

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