Foi dentro do sono que marcava minha prece
Que passeei
pelas lembranças da infância,
Lá fora a
lua brincava de esconde-esconde,
Onde o
candeeiro brilhava com importância!
Quando a
tarde despontava no horizonte
Ela enrolava
o rosário nas mãos em prece,
Ajoelhava no
chão de terra batida,
Os dedos
tecia a oração que hoje enternece!
Eu sei que estava dentro das contas,
O vento que
rondava o quarto me contava,
Ouvia meu
nome sendo suavemente soletrado
Enquanto o
rosário pelos dedos caminhava!
Os joelhos
colados ao chão não titubeavam,
Reinventava
as tardes que o tempo trazia,
Flutuava nas
asas que Deus lhe deu
Tão frágil
em meio às orações que fazia!
Eu, de
soslaio, procurava as suas asas,
Na noite que
chegava às terras daquele chão,
Nada sei de
anjos, só da hora da prece,
E dela que
ajoelhava também com o coração!
Cresci vendo
o poder que tem a oração
Quando feita
de joelhos, em reverência,
Agora
entendo o tempo que ela ganhava
Quando orava
a Deus com tanta fervência!
E quando
deitada na maciez da minha cama
Adormeço e
deixo minha oração pela metade,
Recordo-me
dos joelhos prostrados no chão,
Aquilo sim,
era falar com Deus de verdade!

Linda poesia, amei!
ResponderExcluirGrata, querida!
ExcluirTop. De joelhos no chão e aí se vai mais uma oração (amei) :*
ResponderExcluirMais um presente de Deus para nós!
ExcluirMaravilhoso!!!!!!!!!
ResponderExcluirQue bom que tenha gostado!
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