segunda-feira, 18 de julho de 2016

ACONCHEGO DA POESIA

                                                                                                            Foto de Rose Lopes Weiss
Quando o verso em fim de tarde nasce
E a felicidade é sol de ouro a se pôr,
Contemplo o amarelo tão seu
Feito arco-íris depois da chuva.
Há paz no aconchego da poesia
Nos versos que voam ao entardecer
A procura do enlace dos seus braços
Num abraço rosado de paz!
A mim, sozinha, fotografo o sol
Agora num lúrido amarelo trigo
No dissoluto da despedida
Como trem a sair da estação.
Se o adeus na tardança se faz
A dor no coração se expande
E explode estrelas cadentes.
Te respiro pouco a pouco
Nesse arfante sol poente
Onde o cheiro de inverno e
De sereno ralinho que chega
Se faz inebriante
Nas asas silentes da noite!
Embriaguei-me das belezas
Escondidas misteriosamente
Neste fim de dia
Que dança majestoso
E faz do poema boemia
Para lhe encontrar!
                                            (Maristela Alves)

5 comentários:

  1. Que poema mais lindo, minha cara amiga Maristela Alves. Um verso mais belo que o outro. Parabéns, amada!

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  2. Que poema mais lindo, minha cara amiga Maristela Alves. Um verso mais belo que o outro. Parabéns, amada!

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