Foto de Rose Lopes Weiss
Quando o verso em fim de tarde nasce
Quando o verso em fim de tarde nasce
E a felicidade é sol de ouro a se pôr,
Contemplo o amarelo tão seu
Feito arco-íris depois da chuva.
Há paz no
aconchego da poesia
Nos versos que voam
ao entardecer
A procura do
enlace dos seus braços
Num abraço rosado
de paz!
A mim, sozinha,
fotografo o sol
Agora num lúrido
amarelo trigo
No dissoluto da despedida
Como trem a sair da estação.
Se o adeus na tardança se faz
A dor no coração se expande
E explode estrelas cadentes.
Te respiro pouco
a pouco
Nesse arfante sol
poente
Onde o cheiro de inverno
e
De sereno ralinho
que chega
Se faz inebriante
Nas asas silentes
da noite!
Embriaguei-me das
belezas
Escondidas
misteriosamente
Neste fim de dia
Que dança
majestoso
E faz do poema boemia
Para lhe
encontrar!
(Maristela Alves)

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ResponderExcluirQue poema mais lindo, minha cara amiga Maristela Alves. Um verso mais belo que o outro. Parabéns, amada!
ResponderExcluirQue poema mais lindo, minha cara amiga Maristela Alves. Um verso mais belo que o outro. Parabéns, amada!
ResponderExcluirGrata, amigo querido!
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