terça-feira, 4 de agosto de 2015

FUI SER FLOR NO SERTÃO



(Foto: Maristela Alves)
Fui rever minha Santana
No extremo oeste da Bahia,
Revi amigos e familiares
Que há muito não os via!
Flori em meio à seca
Como palma no sertão,
Busquei as minhas origens
Nas histórias contadas com emoção!
Na rua de pedras calçada
Onde quando criança brincava
Revi Dona Nana de Seu Ermelino
E um filme em minha mente rebobinava!
Dona Pombinha e Seu João Flores
No céu agora fazem morada,
Iracema e Carmem fui abraçar
Numa manhã quente e ensolarada!
Flori, regada de saudosismo
À Dona Lourdes de Jaime encontrar,
Ouvia ávida as suas histórias
Como água no pote a tomar!
Visitei o bar do Seu Rachinha
E seu museu de fotos antigas,
Extasiei-me com algumas delas
Retratando pessoas por mim queridas!
Da Santana que deixei pouco existe,
Não corre mais o riacho da minha infância,
Mas, ainda ouço ao longe a mulher e seu canto
Ao lavar roupas ou dar banho na criança!
Na Rua Dos Canelas, a casa de Dinha,
Reportou-me lembranças sem fim,
Um longo corredor e o alpendre no fundo,
E a santa do quadro na parede a olhar para mim.
Com Nazinha de Didi, prima fantástica,
Senti-me num céu repleto de estrelas,
Vi a Santana de hoje como se ontem fosse,
Como foi emocionante revê-las.

                                                   (Maristela Alves)

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